O ministro Joelson Dias (foto), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou, neste sábado (4), pedido da coligação que apoia a candidata Dilma Roussef para que o TSE concedesse direito de resposta e suspendesse a propaganda veiculada no horário eleitoral da coligação de José Serra, que teria mencionado a suposta quebra de sigilo fiscal da filha de Serra. A peça foi veiculada pela coligação representada em seu programa eleitoral de TV, na modalidade bloco, na noite do último dia 2.
A coligação Para o Brasil seguir mudando, que apoia Dilma, considerou irregular a propaganda. Durante mais de cinco minutos, diz a representação, a coligação "O Brasil pode mais", de José Serra, tentou "confundir a cabeça do eleitor com uma profusão de fatos, misturados entre si, que não guardam a mínima relação", tentando, ainda, "atribuir à candidata Dilma Rousseff atos criminosos sem qualquer tipo de comprovação".
Para a coligação de Dilma houve, no caso,"clara intenção da coligação representada em atingir com propaganda negativa subliminar a candidata Dilma Rousseff, desancando a sua imagem e honradez inatacáveis, assim como baixando o nível da campanha eleitoral".
Decisão
Em sua decisão, o ministro disse não ter identificado, na propaganda questionada, "imputação direta dos fatos à candidata representante, a amparar a pretensão relativa à medida liminar".
Ainda segundo Joelson Dias, "o contexto em que veiculada a propaganda impugnada, bem assim se a alegada "associação por comparação" revelam, ainda que de forma indireta, os requisitos para o pedido de resposta reclamado na inicial, são questões que demandam análise mais detida, sobre as quais dirá o exame do mérito da representação.
Com esses argumentos, o ministro negou a liminar, determinando a notificação da representada para apresentação de defesa, e o posterior encaminhamento do processo para o Ministério Público Eleitoral, para emissão de parecer sobre o caso.
MB/LF
Mário Pinheiro e... 08 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Meus Irmãos. Saúde!
Feliz de um povo que ainda têm Juizes honestos, que não se vendem e nem se deixam dominar pela Ditadura Vermelha do PT!
Imaginemos a bagunça que será o Brasil quando essa turma de ex-guerrilheiros ganhar! Adeus Paz..
Germano Souza Cruz 08 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Pena que o período de propaganda eleitoral já esteja chegando ao fim, pois não teremos o desprazer de conhecer mais desmandos provocados por DILMA EM DESFAVOR AO BRASIL E BRASILEIROS.
Brito 09 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Parabens Ministro Henrique Neves pela imparcialidade no assunto.O Brasil precisa de muitos homens como o senhor e o prof. Serra. Só acredito num Brasil melhor e justo com o trabalho dos senhores.
Gallego 09 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Embora o ministro acertadamente tenha negado a liminar, o julgamento do mérito deverá provar que a informação no material veiculado na propaganda eleitoral do Sr Serra, é verdadeiro. Só que este julgamento deverá levar alguns meses, devido a lentidão da justiça, e os brasileiros só ficarão sabendo depois da eleição, que a dona Dilma Estela faltou mais uma vez com a verdade. Acorda povo brasileiro!
Ambrósio da Cruz... 09 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Preocupa-me, sobremaneira, os dados das pesquisas de opinião pública sobre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff. Até o dia das eleições as pesquisas (???) vão colocar a Dilma com 90/100%25 de intenção de voto, seguindo a teoria de Goebels. Não confio em pessoas que mentem, que não respeitam a lei eleitoral,que regulamentaram o instituto da corrupção e se especializaram em promover quebra de sigilos sem autorização judicial. Porém, cada povo tem o governo que merece. Por amor à PÁTRIA acordam ELEITORES BRASILEIROS, antes que seja tarde demais.
Enock Barreto... 09 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Espero que ainda haja tempo da justiça, prosseguir fazendo justiça e consigamos tira esse pessoal do PT misturado com o do PMDB, que vive dizendo que não sabia de nada quando a corrupção campea entre seus partidários,uma mistura que tem Dilma, Sarney e família(que durante todo esse tempo no poder, dono de quase todo o Estado do Maranhão, Estado que tem na sua população proletariada faltando tudo), José Dirceu, etc, etc. Que o povo eleitor acorde a tempo, e a justiça faça justiça, para que esse grupo não venha se eternizar no poder, e ponha um fim nessa Ditadura Civil que se instalou no poder. Se continuar, daqui a pouco estaremos igual uma Venezuela ou CUBA.......
Fernando Castanheira 10 de Setembro de 2010 » postado em notícia relacionada
Prof. Maria Helena,
Parabéns pela demonstração de civismo e cidadania participativa, permita-me fazer uma colocação a respeito do encaminhamento político atual.
Ganhar ou perder uma eleição depende, antes de tudo, do consenso dominante no período eleitoral. Este, por sua vez, não é construído durante o processo eleitoral. Ele pode ter variações na forma das campanhas expressá-lo. Mas ele se constrói antes, vai se construindo ao longo do tempo e se cristaliza no processo eleitoral.
Nesse sentido, o governo que termina seu mandato é determinante. A escolha do novo governante é, em primeiro lugar, o julgamento do desempenho do governo, conforme a percepção -deformada pela mídia -da população. O governo Sarney saía desmoralizado -por múltiplas razões, principalmente por ter frustrado o impulso democrático saído das lutas contra a ditadura e plasmado, em parte na nova Constituição -, o que permitiu um vazio em que se inseriram candidatos críticos a esse governo: Collor e Lula, entre eles.
As eleições de 1994 tiveram o enfrentamento de dois projetos de novos consensos, diante do fracasso de Collor. Lula, favorito no inicio da campanha, representava o binômio justiça social (expresso nas Caravanas em que o Lula percorria o país) e ética na política (representada pelo seu primeiro candidato a vice, Bisol). O primeiro aspecto vinha da denúncia das desigualdades marcantes da sociedade brasileira, a segunda do acúmulo de denúncias contra o governo Sarney e, posteriormente, na campanha vitoriosa pelo impeachment do Collor.
Se não tivesse assumido quase um ano antes das eleições o Ministério da Economia do governo Itamar, FHC não teria tido possibilidade de contrapor a essa primeira proposta, a do ajuste fiscal, assentada na projeção da inflação, no lugar da desigualdade, como problemas central do Brasil. Ajuda pela mídia -que apoiou-o plenamente, desde sua ida ao Ministério e durante todos os seus dois mandatos -, FHC venceu as eleições, o que voltaria a fazer quatro anos depois, impulsionado pelo consenso da estabilidade monetária e sempre apoiado pelo monopólio midiático.
A ampla rejeição do governo FHC -que chegou a ter índices de apoio de apenas 18%25 - abriu o espaço para o voto anti-neoliberal que Lula representava. Serra representava a continuidade, por mais que tentasse disfarçar e perdeu.
Perde agora de novo, diante do sucesso do governo Lula e do consenso novo assumido pelo país -desenvolvimento econômico e social. O povo se deu conta que a estabilidade monetária tinha se esgotado, sem que as promessas de distribuição de renda, de retomada do crescimento econômico, de modernização do país, tivessem sido cumpridas. Ao contrário, ao se limitar a malabarismos monetaristas, a própria estabilidade monetária se perdia, com o retorno da inflação, a desigualdade havia aumentado, a economia havia entrado em profunda e prolongada recessão, os direitos sociais da maioria foram expropriados -em primeiro lugar, a carteira de trabalho, mas também a degradação das políticas de educação e de saúde pública, entre outras -, a privatização tinha sido um negócio para favorecer grandes empresas privadas, a deterioração do Estado tinha feito piorar ainda mais o nível de vida da massa da população.
Perde o Serra e perdem os tucanos porque assumiram o modelo neoliberal no Brasil, promoveram o Estado mínimo, diminuírem os gastos públicos especialmente em políticas sociais, para obedecer às Cartas de Intenções que assinaram com o FMI, fizeram uma política internacional de costas para a America Latina e o Sul do mundo e subserviência com os EUA, reprimiram e criminalizaram os movimentos sociais. Em suma, governaram com as elites, para uma minoria, apoiados no monopólio privado da mídia.
Por isso, assim que Lula pôde governar, ficaram evidentes as diferenças, que se espelham no amplo favoritismo da Dilma.
Não há manipulação de pesquisas, assim sendo, por
que os órgãos, formadores de opinião pró e contra, são unânimes quanto aos resultados das pesquisas?
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